Talvez você nem consiga explicar exatamente o porquê.
Só sabe que o corpo pesa.
Que o peito aperta por dentro, mesmo que esteja tudo “certo” por fora.
Você segue funcionando. Cumpre suas tarefas, cuida dos outros, tenta sorrir.
Mas, no fundo, sente que algo em você se perdeu pelo caminho.
E o mais doloroso é que ninguém percebe.
Porque você aprendeu a disfarçar.
A segurar o choro, a se manter forte, a não dar trabalho.
Você foi ensinada a ser a base — mesmo quando tudo dentro de você está desmoronando.
Tem dias em que você acorda cansada, mesmo depois de dormir.
Tem horas em que você está rodeada de gente, mas se sente sozinha.
E talvez você tenha até se culpado por isso, achando que era fraca, ingrata, dramática.
Mas deixa eu te dizer uma coisa com toda a delicadeza do mundo:
Você está exausta porque carrega demais.
E não falo só do que faz no dia a dia — falo do que sente e guarda em silêncio.
Você tem engolido a raiva para manter a paz.
Tem silenciado seus desejos para não decepcionar.
Tem se colocado em segundo plano há tanto tempo que já nem sabe onde você começa.
Essa exaustão que você sente… não é frescura.
É o grito da sua alma pedindo cuidado.
É o seu corpo implorando por pausa.
É a sua essência dizendo: “eu estou aqui, mas você me esqueceu.”
E não, não é tarde demais.
Existe um caminho de volta pra você.
Um caminho feito de escuta, de reconexão, de presença.
É sutil no começo — talvez comece com um suspiro mais fundo, uma lágrima permitida, um não dito sem culpa.
Mas esse caminho existe. E ele é seu.
Você não precisa continuar se ausentando de si para ser aceita.
Você pode reaprender a habitar o seu corpo, a sua história, a sua verdade.
E quando isso acontece, tudo muda: não de fora pra dentro, mas de dentro pra fora.
Se isso te tocou de algum modo, saiba que é com você que eu estou falando.